
A gente passa anos na escola
Mas nunca que aprende nada,
Vive a vida pisando na bola
morre mal numa calçada;
E as vezes, mendigando o pão,
Outras vezes, de bala perdida.
O tempo se esvai e os mortos se vão...
Morremos sem entender a vida,
Ainda que papai nos ensine
E mamãe aconselhe todo dia.
A gente se perde, não se previne;
Briga na rua, fica sem moradia...
E mesmo que a gente tenha professor
De tudo, do português à matemática,
A gente se expressa mal e sem amor.
Não sabe equacionar nada, na prática,
E se enrola com todos os problemas
Dos livros e da vida cotidiana,
E não sabe nunca fazer bons poemas
Para alguém que viu noutra semana,
E de quem quer conquistar o coração...
Mas a gente não sabe o que fazer:
Tantos anos na escola, e então?
Nessa vida, não há fórmula para o prazer,
Como se ele fosse Física ou Química.
Ser feliz não é simples nem complicado;
O gesto de amor vai além da mímica.
Nas provas da escola, isso não é explicado.
Mas nunca que aprende nada,
Vive a vida pisando na bola
morre mal numa calçada;
E as vezes, mendigando o pão,
Outras vezes, de bala perdida.
O tempo se esvai e os mortos se vão...
Morremos sem entender a vida,
Ainda que papai nos ensine
E mamãe aconselhe todo dia.
A gente se perde, não se previne;
Briga na rua, fica sem moradia...
E mesmo que a gente tenha professor
De tudo, do português à matemática,
A gente se expressa mal e sem amor.
Não sabe equacionar nada, na prática,
E se enrola com todos os problemas
Dos livros e da vida cotidiana,
E não sabe nunca fazer bons poemas
Para alguém que viu noutra semana,
E de quem quer conquistar o coração...
Mas a gente não sabe o que fazer:
Tantos anos na escola, e então?
Nessa vida, não há fórmula para o prazer,
Como se ele fosse Física ou Química.
Ser feliz não é simples nem complicado;
O gesto de amor vai além da mímica.
Nas provas da escola, isso não é explicado.

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