sexta-feira, 11 de abril de 2008

POEMA DA VIDA


De repente, eu te vejo e me deparo
Com o claro instante da sua criação.
E então, eu me calo de todo e preparo
Um poema que seja como uma canção,
Onde você se reconheça doce e materna.
Uma canção linda, na qual te saúda
O poeta, a vida que vem mansa e fraterna.
Deus, certamente, abençoará com ajuda...
Ao te ver, me maravilho bem mais
E você não percebe, mas eu te admiro
O dom de ser mãe e de ser capaz
Das coisas belas, em que eu me inspiro
Para traduzir nessa canção enorme...
Que eu fiz para o ser do meu ser.
Ele nascerá enquanto o mundo dorme,
Enquanto as guerras cessam de haver.
Uma canção feliz que passe pelas suas
Leves ilusões de mãe e de gente divina,
Com asas que subam aos céus e desçam às ruas...
As ruas da alma humana que o sol ilumina.
Para você e o ser que em pouco tempo já vem:
Eu não o conheço ainda, mas é como se fosse
Um rosto que eu já soubesse de muito além.
Como é incrível gerar uma vida de si...
Uma vida humana em outra, de repente
Se transformando em alguém que chora e ri
E que vai amar e, também, conceber mais gente...

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